hoje os meus olhos são água
não gotas de orvalho
mas água profunda de tristeza
6 de outubro de 2007
3 de outubro de 2007
A hora da despedida
foi numa tarde assim que vacilei, que resignei,
e em mim apagou-se o sorriso dos lábios
"acabou" pensei, "isto tem de ter um fim".
e vi no seu olhar, na expressão do seu rosto,
o pouco que lhe importou a despedida.
senti nas suas mãos frias que o amor estava deposto,
como um rei nu, sem reinado.
agora nem sei o tempo exacto do adeus,
nem sei a que horas comemorar o passado.
sei apenas que foi numa tarde assim...
e em mim apagou-se o sorriso dos lábios
"acabou" pensei, "isto tem de ter um fim".
e vi no seu olhar, na expressão do seu rosto,
o pouco que lhe importou a despedida.
senti nas suas mãos frias que o amor estava deposto,
como um rei nu, sem reinado.
agora nem sei o tempo exacto do adeus,
nem sei a que horas comemorar o passado.
sei apenas que foi numa tarde assim...
vou-me embora
vou-me embora.
parto pelas ruas mais largas e escuras para não me encontrares.
vou no canto de silêncio da madrugada para não me escutares.
parto para longe dos teus olhos que me traíram com falsidade
e num caminho desconhecido afasto-me da cidade.
quero esquecer as ruas e as casas onde moras,
partir sem regresso previsto.
vou-me embora. vou deixar-te. desisto...
parto pelas ruas mais largas e escuras para não me encontrares.
vou no canto de silêncio da madrugada para não me escutares.
parto para longe dos teus olhos que me traíram com falsidade
e num caminho desconhecido afasto-me da cidade.
quero esquecer as ruas e as casas onde moras,
partir sem regresso previsto.
vou-me embora. vou deixar-te. desisto...
Dúvida poética
Duvido do sentido dos poemas, do caminho que percorrem até ti
das palavras desfeitas na ignorância, das rimas quebradas no fim.
Duvido da meta. Dos sentimentos feitos de esperança.
E emudeço cada poema com fúteis declarações de amor...
Sobretudo inconsequentes.
das palavras desfeitas na ignorância, das rimas quebradas no fim.
Duvido da meta. Dos sentimentos feitos de esperança.
E emudeço cada poema com fúteis declarações de amor...
Sobretudo inconsequentes.
O Céu Caiu
Ontem o céu caiu na hora do crepúsculo. Veio de azul, de negro, de cinzento e da cor do fogo. E a rasgá-lo um imenso arco-íris sobre os campos extensos em redor da cidade. Caiu o céu antes da noite escura anunciando abraços folgados.
E hoje a manhã amanheceu, coberta de neblina, escondendo o céu. O sol distante. Os rostos pesados e tristes, baralhados na falta repentina de uma luz alegre. São assim os dias. Diferentes uns dos outros. Como nós...
Seguimos o lugar das rotinas, dos compromissos de circunstância. Os olás que se dizem por cortesia. E num instante tudo muda. Tudo muda...
Decidir o regresso
Ao longo do tempo tenho recebido de amigos e conhecidos, e também de alguns desconhecidos, o estímulo para o regresso a uma actividade pública. Mantenho-me afastado nos últimos cinco anos com vários objectivos e por diversas razões. Mas como ontem alguém que muito considero disse não é possível continuar a recusar as oportunidades e o estímulo exterior. Não posso alhear-me das responsabilidades cívicas que tanto gosto de exigir aos outros.
Tenho pensado no assunto nos últimos meses e talvez seja a hora de decidir regressar!
2 de outubro de 2007
Para ti num dia como os de hoje
Hoje queria-te vestida da cor do teu sorriso
em passos calmos e acertados em direcção ao que é preciso
queria-te forte e imensa como uma montanha
que nasce no âmago da terra e cresce até ao céu
queria-te de pé como uma árvore
e extensa como um abraço meu
em passos calmos e acertados em direcção ao que é preciso
queria-te forte e imensa como uma montanha
que nasce no âmago da terra e cresce até ao céu
queria-te de pé como uma árvore
e extensa como um abraço meu
Reflexão imprópria sobre a vida
Entre os dias, no meio de nadas e de tudos, nas asas do vento, numa gota de água, numa particula invisível de ar, num minusculo grão de terra ou nas labaredas quentes do fogo vive-se a vida. A vida que nos limita, que limitamos condicionando os rumos, alterando destinos. E à vida entregamos os dias, as horas, os minutos e os segundos até à exaustão, até ao suspiro final. Damo-nos à vida como se nos exigisse que nos entregassemos a ela quando que faz sentido é viver a vida e lutar pedindo-lhe cada vez mais de nadas e de tudos.
Não nos resignemos perante os sonhos. Não abdiquemos das ambições. Mas não nos afastemos da própria vida.
Tudo
Tudo se concentra em ti
desde a tua essência
à tua beleza.
Desde a tua existência
à tua natureza.
- Tudo nasce de ti.
desde a tua essência
à tua beleza.
Desde a tua existência
à tua natureza.
- Tudo nasce de ti.
O TEMPO
O tempo - neste caso a falta de tempo - colocou-me na distância deste blogue. E com a falta de tempo dei por mim apagado de inspiração. Não porque o amor tenha tido um fim. Isso não. Nem porque os meus olhares estão diferentes. Não, isso também não. É tão só falta de tempo...
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