tens o perfume dos campos
e os olhos de azul primavera
que iluminam as planícies
cabe-me o mundo nos braços
renovando novas esperanças
- os rios apertados e os ribeiros lassos,
as flores dos campos e as aves mansas
17 de dezembro de 2008
1 de dezembro de 2008
Carta antecipada ao meu filho recém-nascido
O teu corpo adormece nos meus braços, na rotina diária de um afago. O teu olhar cerra-se intermitente e cansado de uma busca incessante pelas novidades da vida: as cores brancas das paredes, os tons quentes de um quadro na sala, ou até a intensidade de um candeeiro. O teu sorriso ainda ténue e tímido esboça-se cuidadoso como se fosse o traço de um pincel que o colorisse para a eternidade. Lá fora os dias frios contornam a casa que nos aconchega e a rua cobre-se num manto amarelo de folhas secas onde os passos de uma cidade caminham frígidos. Ignoras as atrocidades de uma realidade sangrenta que percorre os canais de televisão. Desconheces os ruidosos silêncios que condicionam a vida, tal como querem que seja. Vives no teu mundo de inocências, de uma absoluta ignorância que ironicamente te protege. Não sabes nem desejas saber as razões dos outros. Basta-te o esforço para te fazeres compreender, para sinalizar a vontade de comer escolhes um choro e para te queixares de uma dor outro ainda mais acentuado e regular. E depois os teus olhos abrem-se claros como o céu primaveril. Lá fora, para além dos dias frios e das ruas encobertas de folhas secas, o mundo decompõe-se entre bons e maus, entre justiceiros e terroristas. Enquanto muitos se definham numa crise financeira, outros se vêm encurralados num gueto cada vez mais vasto de sangue e de miséria. E embora ainda não seja esta realidade atendível à tua existência, a verdade mais ou menos absoluta é que um dia te saberei confrontado com ela. E imagino a tua desilusão, a frustração a percorrer-te o olhar cândido de uma criança que merece o melhor da vida. A ti como todas as outras crianças em que penso agora, indefesas, abandonadas no direito a sonhar e a ter uma vida melhor. Antevejo as tuas mãos já grandes serem insuficientes para cuidar tanta amargura, e o teu sorriso já definido e natural a esmorecer-se nas contrariedades de um mundo cada vez mais injusto e selectivo. Um destes dias, quando me compreenderes, quero falar-te da utopia: do direito a desejar e a sonhar livremente, e da coragem dos homens que vencem impolutos num mundo imoral. Por agora, acolho-te no meu colo como se tratasse de uma fortaleza.
13 de novembro de 2008
Meiga Madrugada
Ainda nos abraçamos nas noites mansas...
Enquanto o arvoredo se cobre na bruma fria,
O silêncio reconquista a rotina da cidade
Num Outono lento e demorado.
Somos o aconchego um do outro
E mais um olhar novato, revigorado.
Ainda nos confortamos com as palavras
E os desejos infinitos de felicidade;
Somos também o alento da meiga madrugada
Que nos embala. Que nos afaga.
Enquanto o arvoredo se cobre na bruma fria,
O silêncio reconquista a rotina da cidade
Num Outono lento e demorado.
Somos o aconchego um do outro
E mais um olhar novato, revigorado.
Ainda nos confortamos com as palavras
E os desejos infinitos de felicidade;
Somos também o alento da meiga madrugada
Que nos embala. Que nos afaga.
29 de outubro de 2008
Primeiras palavras
a noite fria. o engano da espera. o corpo impaciente. a memória inteira de uma vida no cabo do meu olhar. um som agudo. um choro. e nos meus braços senti caber o mundo. um mundo inteiro. um olhar timido. e num instante os nossos corpos se encontraram. enlaçados na vida um do outro. para sempre.
Etiquetas:
28 de Outubro de 2008: a registar
27 de outubro de 2008
CHÁ E TORRADAS: Parte 2
A rotina dos dias cumpre o objectivo de estimular o juízo. Acordo nas manhãs que confundo com as da primavera e deixo entrar a luz limpa em casa. Convido-a a entrar como se convida um amigo e deixo-a percorrer as divisões como se fosse da família. Quero pelas manhãs o abraço da natureza, o meu corpo entregue à vida sadia e a minha alma em harmonia com os dias alegres.
Mantenho o vício mortal do tabaco. Cigarros após cigarros. E o primeiro logo pela manhã enquanto espero que a luz solar entre. São os vícios que nos vergam. Que nos manuseiam como fracas figuras. E no tabaco sou tão fraco como alguns de vós serão noutros defeitos.
Penso nos outros. Penso em vocês que me dizem qualquer coisa, como se o modo me melhorasse o conteúdo. Imagino-me muitas vezes como me desejo: forte e impoluto. E nesses desejos supero-me por vezes, derroto-me noutras tantas. Como Ser falível e que se verga na hipocrisia que detesta. E é no fingimento que nos duplicamos, como um espelho que nos repete a figura.
Os passos aprendi que fazem o caminho. Um de cada vez. E os olhos bem abertos e atentos. E o corpo em posição de ataque. Com a leveza das mãos preparo-me para o que vem – já não as ambiciono delicadas, entendo a rugosa pele que as cobre. Escolhi tardiamente construir o caminho sereno da vida. Talvez porque só agora o extremo do meu olhar o permite. E bem sei que num futuro mais além corrigirei as opções de hoje. É por isso que é preferível serem os passos a traçar o caminho que o caminho a desafiar os passos. Aprendi-o com a dureza das perdas de uma vida, errante como um cavaleiro nocturno vagueando nas brumas.
Não tenho o direito de menosprezar a vida. Aprendi, desde muito pequeno, a respeitar e cuidar desse valor sublime. Moldaram-me na forma de princípios e valores que são muitas vezes os meus maiores adversários. Que confundem os outros e me castram. Que me fazem sentir hipócrita quando os ignoro.
Sou um ser reflexivo: penso e repenso, e gosto da clarificação das coisas. Não construo – ou pretendo não construir – situações sombrias, pelo contrário. Penso no lugar dos outros antes de decidir sobre eles, penso na razoabilidade das coisas, reflicto sobre o espaço temporal em que tudo se desenvolve… e decido! E antes uma má decisão que decisão nenhuma, já me dizia o meu pai…
Se fizer as contas à vida é fácil somar mais dias de felicidade que dias de infelicidade. Mas se pesar uma coisa e outra obtenho um resultado amargo. Dizem que nos recordamos com maior facilidade das coisas más. É verdade. São essas que nos pesam a memória – pelo insucesso, pela inoportunidade, pelo infortúnio, pelas consequências – como se fossem uma âncora que de tempos a tempos nos fundeasse em alto mar.
Ajusto-me nos finais de tarde, como todas as coisas se ajustam a seu tempo. Sigo o instinto animal do recolhimento e deixo-me ficar numa casa que me enlaça e me surpreende com coisas novas a cada dia. Dou por mim fixado no sorriso ingénuo e distraído de quem amo. E é o suficiente para querer continuar a viver. E há meses que me entreguei ao sentimento insuspeito de ver uma barriga materna a crescer. E parte de mim revigora-se noutra vida. Temo por ela. Temo pela fragilidade dos dias… e isso, incompreensivelmente, faz-me mais forte, mais determinado, mais ousado, menos caprichoso. A cada dia perco o orgulho fútil. E talvez me faça melhor no tempo certo.
Continua…
Mantenho o vício mortal do tabaco. Cigarros após cigarros. E o primeiro logo pela manhã enquanto espero que a luz solar entre. São os vícios que nos vergam. Que nos manuseiam como fracas figuras. E no tabaco sou tão fraco como alguns de vós serão noutros defeitos.
Penso nos outros. Penso em vocês que me dizem qualquer coisa, como se o modo me melhorasse o conteúdo. Imagino-me muitas vezes como me desejo: forte e impoluto. E nesses desejos supero-me por vezes, derroto-me noutras tantas. Como Ser falível e que se verga na hipocrisia que detesta. E é no fingimento que nos duplicamos, como um espelho que nos repete a figura.
Os passos aprendi que fazem o caminho. Um de cada vez. E os olhos bem abertos e atentos. E o corpo em posição de ataque. Com a leveza das mãos preparo-me para o que vem – já não as ambiciono delicadas, entendo a rugosa pele que as cobre. Escolhi tardiamente construir o caminho sereno da vida. Talvez porque só agora o extremo do meu olhar o permite. E bem sei que num futuro mais além corrigirei as opções de hoje. É por isso que é preferível serem os passos a traçar o caminho que o caminho a desafiar os passos. Aprendi-o com a dureza das perdas de uma vida, errante como um cavaleiro nocturno vagueando nas brumas.
Não tenho o direito de menosprezar a vida. Aprendi, desde muito pequeno, a respeitar e cuidar desse valor sublime. Moldaram-me na forma de princípios e valores que são muitas vezes os meus maiores adversários. Que confundem os outros e me castram. Que me fazem sentir hipócrita quando os ignoro.
Sou um ser reflexivo: penso e repenso, e gosto da clarificação das coisas. Não construo – ou pretendo não construir – situações sombrias, pelo contrário. Penso no lugar dos outros antes de decidir sobre eles, penso na razoabilidade das coisas, reflicto sobre o espaço temporal em que tudo se desenvolve… e decido! E antes uma má decisão que decisão nenhuma, já me dizia o meu pai…
Se fizer as contas à vida é fácil somar mais dias de felicidade que dias de infelicidade. Mas se pesar uma coisa e outra obtenho um resultado amargo. Dizem que nos recordamos com maior facilidade das coisas más. É verdade. São essas que nos pesam a memória – pelo insucesso, pela inoportunidade, pelo infortúnio, pelas consequências – como se fossem uma âncora que de tempos a tempos nos fundeasse em alto mar.
Ajusto-me nos finais de tarde, como todas as coisas se ajustam a seu tempo. Sigo o instinto animal do recolhimento e deixo-me ficar numa casa que me enlaça e me surpreende com coisas novas a cada dia. Dou por mim fixado no sorriso ingénuo e distraído de quem amo. E é o suficiente para querer continuar a viver. E há meses que me entreguei ao sentimento insuspeito de ver uma barriga materna a crescer. E parte de mim revigora-se noutra vida. Temo por ela. Temo pela fragilidade dos dias… e isso, incompreensivelmente, faz-me mais forte, mais determinado, mais ousado, menos caprichoso. A cada dia perco o orgulho fútil. E talvez me faça melhor no tempo certo.
Continua…
23 de outubro de 2008
CHÁ E TORRADAS
Tenho-me fixado nos dias. Os de ontem e os de hoje. Porque quero os de amanhã diferentes e melhores. Nada mais desejo que outro comum mortal não queira também: melhorar a cada dia, ser melhor em cada fase da vida. E nessa fase, e nesses dias do amanhã, quero ser melhor, maior e capaz.
Fixo-me nos dias, no tempo que passa ligeiro enquanto as folhas se desprendem das árvores e as desnudam – sem que demos conta – nos pássaros que esvoaçam na noite fria intimidados pelo voo predador da coruja. Nas horas que encurtam os dias. Nas horas que prolongam o frio negro da noite.
Na madrugada passada a lua sorriu. De soslaio por entre estrelas e véus de neblina. E também tenho fixado as noites no meu olhar, como se fossem um alvo e os meus desejos setas afiadas. Gosto da noite e já sentia saudades do seu frio. Daquele frio que nos acomoda em casa, abrigados nos braços do afecto.
Os dias dão-me que pensar. Não me desprendo do passado com facilidade e cada vez recorro mais às memórias, como trunfos, como armas de defesa. E das memórias recolho os ensinamentos que me obrigam a reflectir sobre as coisas. Travam-me impulsos e caprichos. Prendem-me à terra quando ouso querer voar…
Muitas vezes me acomodei no silêncio das coisas. Preferi fingir-me de morto como se fosse um animal a embustear os seus predadores. E noutras evoquei o direito a falar enquanto alguns desejaram emudecer-me. Numas vezes acertei e noutras precipitei-me. Em outras ainda não sei o resultado. E talvez não venha a saber. Ou não queira ter conhecimento. Escuto os silêncios. Especulo sobre eles. Por defeito. Por vicio de forma. Dos silêncios tenho uma noção de inteligência, mas nunca comparável ás palavras; aos sons perceptíveis; às frases com sentido, profundas e racionais.
Ainda existem os que julgam saber mais de mim do que eu. Os que ousam desafiar-me como se fosse um adversário de mim próprio. Enganos e decepções de dias cinzentos. Dias crus e feridos que fazem a vida de outros. Por mim, vá que não vá, bastam os dias que ocupo fixando-me nos dias e nas noites. Nas figuras que crescem, nos olhares que se transformam, nos cuidados que pesam os corpos de cada ser humano. Bastaria preocupação pelo bem-estar dos outros e compreenderíamos muito mais da vida do que dela levaremos quando o mais certo dia chegar.
E ainda há aqueles que pensam como eu penso porque querem chegar a mim. Por norma são comodistas. Acomodam-se nas opiniões dos outros, repetem o sim como se fosse uma condição. Mais enganos e decepções. Dias feridos e crus na vida de outros. Prefiro as manhas frescas e azuis que rasgam o Inverno, ou as trovoadas severas que inundam as tardes estivais. Chegaria julgarmo-nos diferentes uns dos outros para criar laços e fortificá-los com a robustez de montanhas.
Mas ainda há os que não querem saber o que julgo. Os que decidem ignorar-me como se fosse apenas uma partícula de ar incapaz de criar uma ténue brisa. Esses são os toscos. Reprimem o medo das mentes livres fingindo a sua inexistência. E um dia quando se lhes impuser falar, ou pensar, ou construir, confrontar-se-ão com a aridez. Um vazio de silêncios. Se soubessem que existo oferecia-lhes chá e torradas. Para as conversas em roda.
CONTINUA… brevemente.
Fixo-me nos dias, no tempo que passa ligeiro enquanto as folhas se desprendem das árvores e as desnudam – sem que demos conta – nos pássaros que esvoaçam na noite fria intimidados pelo voo predador da coruja. Nas horas que encurtam os dias. Nas horas que prolongam o frio negro da noite.
Na madrugada passada a lua sorriu. De soslaio por entre estrelas e véus de neblina. E também tenho fixado as noites no meu olhar, como se fossem um alvo e os meus desejos setas afiadas. Gosto da noite e já sentia saudades do seu frio. Daquele frio que nos acomoda em casa, abrigados nos braços do afecto.
Os dias dão-me que pensar. Não me desprendo do passado com facilidade e cada vez recorro mais às memórias, como trunfos, como armas de defesa. E das memórias recolho os ensinamentos que me obrigam a reflectir sobre as coisas. Travam-me impulsos e caprichos. Prendem-me à terra quando ouso querer voar…
Muitas vezes me acomodei no silêncio das coisas. Preferi fingir-me de morto como se fosse um animal a embustear os seus predadores. E noutras evoquei o direito a falar enquanto alguns desejaram emudecer-me. Numas vezes acertei e noutras precipitei-me. Em outras ainda não sei o resultado. E talvez não venha a saber. Ou não queira ter conhecimento. Escuto os silêncios. Especulo sobre eles. Por defeito. Por vicio de forma. Dos silêncios tenho uma noção de inteligência, mas nunca comparável ás palavras; aos sons perceptíveis; às frases com sentido, profundas e racionais.
Ainda existem os que julgam saber mais de mim do que eu. Os que ousam desafiar-me como se fosse um adversário de mim próprio. Enganos e decepções de dias cinzentos. Dias crus e feridos que fazem a vida de outros. Por mim, vá que não vá, bastam os dias que ocupo fixando-me nos dias e nas noites. Nas figuras que crescem, nos olhares que se transformam, nos cuidados que pesam os corpos de cada ser humano. Bastaria preocupação pelo bem-estar dos outros e compreenderíamos muito mais da vida do que dela levaremos quando o mais certo dia chegar.
E ainda há aqueles que pensam como eu penso porque querem chegar a mim. Por norma são comodistas. Acomodam-se nas opiniões dos outros, repetem o sim como se fosse uma condição. Mais enganos e decepções. Dias feridos e crus na vida de outros. Prefiro as manhas frescas e azuis que rasgam o Inverno, ou as trovoadas severas que inundam as tardes estivais. Chegaria julgarmo-nos diferentes uns dos outros para criar laços e fortificá-los com a robustez de montanhas.
Mas ainda há os que não querem saber o que julgo. Os que decidem ignorar-me como se fosse apenas uma partícula de ar incapaz de criar uma ténue brisa. Esses são os toscos. Reprimem o medo das mentes livres fingindo a sua inexistência. E um dia quando se lhes impuser falar, ou pensar, ou construir, confrontar-se-ão com a aridez. Um vazio de silêncios. Se soubessem que existo oferecia-lhes chá e torradas. Para as conversas em roda.
CONTINUA… brevemente.
22 de outubro de 2008
Frescura e cores
Apeteceu-me refrescar o ambiente. Copiar o azul celeste do céu primaveril. Vincar o vermelho do sangue que nos une à vida... e a multiplica. Raiar o sol na efemeridade de um crepusculo. E ainda o negro... o negro da sombra e da solidão, o negro da noite que me conduz aos sentimentos, e se ilumina no branco do luar. Tanto apeteceu que não me dei conta de querer contrariar a vontade.
Estão a chegar novos dias. Um novo futuro. E quero-os frescos e renovados.
18 de outubro de 2008
Vigilia
Cresce a ansiedade. As noites passo-as na espera de um momento. O tempo certo chega lentamente, e eu aguardo. Tu aguardas. Aguardamos enquanto distraímos a agitação dos nossos corações. Agora pesam as dúvidas sobre o género. E no segredo um do outro ansiamos pelo primeiro encontro: os gestos; os olhares; as expressões que desejamos conhecer com prontidão.
Está quase. Quase… E no fundo que importa o género? De que serve sofrer por antecipação, se esse sofrimento retirar o brilho de um acontecimento único?
Aguardemos. Ainda que ansiosos. Aguardemos pelo tempo certo.
Está quase. Quase… E no fundo que importa o género? De que serve sofrer por antecipação, se esse sofrimento retirar o brilho de um acontecimento único?
Aguardemos. Ainda que ansiosos. Aguardemos pelo tempo certo.
Lugares
quantos lugares me encantam
só porque neles sinto a tua presença?
e ao encanto junto a madrugada de afectos
em que nos enlaçamos com a paixão.
só porque neles sinto a tua presença?
e ao encanto junto a madrugada de afectos
em que nos enlaçamos com a paixão.
1 de outubro de 2008
Carta de Outono
Confundo-te com a árvore forte e crescida que se enraizou funda na terra. Penso em ti, todos os dias, como se fosses o infinito prazer da vida que me enlaça e enebria.
Tenho-te no meu corpo a correr nas veias como o sangue impoluto e vermelho. És em cada particula - por mais infíma que seja - o sentido agitado do tempo que me acompanha a vida.
É de ti que falo aos outros quando profiro a palavra Amor. É o teu nome que ecoa no silêncio cavado da utopia, nas atrições que sussurro às estrelas, noite após noite.
Passam os dias e o meu amor por ti renova-se e cresce para ser cada vez maior e mais puro.
Subscrever:
Mensagens (Atom)